Ilha sou eu de repouso, no meio do mar da vida
Onde o marinheiro ouvia a tormenta já passada
Ali convidam ao sonho, águas puras, sem barulho
Ali se dorme ao arrulho.
Eu sou um triste salgueiro de folhagem manifesta
Reclinada sobre a testa, que enruga o padecer
- Salgueiro que embala o mau enquanto, vento, o porfia
Roubaste me todo ser...
- Sou a virgem misteriosa dos derradeiros amores
Com um jeito de flores, sem acúleos e sem dores.
- Amante, lhe dou meu carinho, sem vaidade, sem hipocrisia
Não do prazer, nem alegria porém não machuco, nem entristeço
Mas sou eterno, e meu amor...
Em mim a ciência emudeça, em mim a dúvida caia
E, árida, clara, sem gala, Ensino toda a verdade...
Da vida como da morte, aos sábios mostro a lição
Quando abro, enfim, minha mão...
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